Com marca nova, Brasil Solos comemora 10 anos de mercado!

Há dez anos, nos fundos da casa dos irmãos Bruno e Marcelo e do pai, Geraldo Luiz, surgia a Brasil Solos. Com pouca estrutura e capital para investimento, mas com muita determinação, inteligência e conhecimento do mercado, os três foram à luta e iniciaram o trabalho do zero. Enquanto Bruno cuidava da gestão financeira e administrativa, Marcelo se ocupava em desenvolver o comercial e o pai na produção dos equipamentos. “Nós três trabalhamos por quase seis meses em dois empregos, ou seja, na Brasil Solos e cada um em outro lugar. Só assim podíamos pagar as contas da empresa e da casa”, conta Bruno.

Mais detalhes desta história de sucesso e inspiradora você confere agora, numa entrevista exclusiva com o sócio-fundador Bruno Moreira.

Há 10 anos, quando tudo começou, quais eram os principais desafios?

O principal desafio foi o financeiro. Quando se está começando um negócio no nosso país existe muita desconfiança, os bancos não lhe dão crédito e quando dão são com taxas altas. Outro grande desafio, foi entrar em um mercado quase monopolizado, pois haviam poucas empresas nesse ramo. Isso dificultou muito nossa entrada.

A Brasil Solos iniciou suas atividades com quantos funcionários?

Somente comigo e com Geraldo Luiz, meu pai, que é ex-sócio fundador. Após quatro meses o Marcelo entrou para empresa e iniciou sua trajetória conosco e que vem até hoje. Fomos ter nosso primeiro funcionário após 8 meses de atividade.

Nestes 10 anos, quais foram as conquistas da Brasil Solos?

Muitas. Começar uma empresa com 20 mil reais e chegar a ter faturamento de milhões, já é uma grande conquista. Sair do quintal da sua casa onde tudo começou e estar em um galpão com mais de 720 metros quadrados. De três pessoas a uma equipe de mais de 30 colaboradores. Além do mais, enfrentar uma crise que tivemos em nosso país, investindo supostamente na contra mão do mercado. Ter feito com que mais empresas entrassem nesse mercado ampliando a concorrência. Ter feito uma das maiores ou se não a maior exportação do nosso mercado, que foram três laboratórios montados em containers, onde fizemos toda a parte de móveis, instalação elétrica, hidráulica, pintura, forro. Todas essas conquistas são muito expressivas.

No mercado em que atua, como você enxerga o diferencial da Brasil Solos em relação aos concorrentes?

Atendimento, comprometimento e planejamento. Sempre tentamos dar o melhor ao nosso cliente, fazendo com que seu problema seja solucionado e sempre atendendo da melhor maneira. Estamos há dois anos implantando um software em nossa empresa que irá deixar nossos setores 100 % informatizados, com todos os controles que nossa empresa precisa para atender os nossos clientes de maneira mais eficiente. Tivemos consultorias em alguns setores para sempre analisarmos os processos que devemos melhorar.

Em meio à crise econômica que tem feito muitas empresas fechar as portas, qual a sensação de superar a crise, os impostos, e comemorar uma década da empresa?

É uma ótima sensação. Sempre tivemos a ideia de que o planejamento te deixa a alguns passos à frente. Assim, quando a crise veio, não vimos como algo ruim e sim como oportunidade. Contratamos pessoas de alta qualificação, ampliamos nossas instalações, adquirimos mais maquinário, investimos em conhecimento industrial e pessoal. Saber que seu negócio é sadio e que suas obrigações financeiras estão em dia, é algo que proporciona umas das melhores sensações da vida. Sabemos que a porcentagem de empresas que fecham as portas no primeiro ano e segundo ano em nosso país é altíssima. Então, quando você chega aos 10 anos e avalia todo esforço que você teve que fazer para chegar até ali, posso afirmar que é um sentimento indescritível.

Quem ou quais pessoas foram essenciais para que a empresa completasse os 10 anos?

Em primeiro lugar meu pai Geraldo Luiz. Ele que teve a ideia de abrir essa empresa e ele que deu o nome. Segundo, meu irmão Marcelo Moreira, sem ele nossa crescente e confiança perante os nossos clientes não seria possível. Minha mãe que a todo momento sempre nos apoiou e deu o suporte necessário. Minha avó Juracy e meu avô Luiz, meus tios Idimar e Claudia, pois eles sabem o quanto ajudaram e apoiaram neste início tão difícil. Meu amigo Luiz Gustavo, que no começo me deu um dos maiores e melhores conselhos que puder ter. O Sérgio Bruno, outro grande amigo que nos ajudou com seu conhecimento de consultor e depois se tornou nosso consultor por quase cinco anos seguidos. Os nossos colaboradores que passaram pela Brasil Solos e os que ainda permanecem conosco, pois cada um deles foi de extrema importância para que conseguíssemos chegar aqui. E claro, os nossos clientes que confiam em nossa empresa, nossos fornecedores e toda nossa família que muitas vezes nos ajuda muito mais do que imagina.

Nestes 10 anos vocês decidiram reforçar o branding com uma nova logomarca. O que ela representa neste novo ciclo?

Representa continuidade, seriedade, modernidade, organização e compromisso. Tudo isso se resume na ideia de como vemos nossa empresa e como queremos que nossos clientes vejam nossa marca. Temos planos de expandir nossa marca para outros mercados e por isso construímos algo moderno e que transparece a nossa bandeira.

E os planos para os próximos anos?

Modernizar cada vez mais nossa empresa e nossos processos, ter pessoas que façam a diferença no dia a dia, ampliar nossa participação internacional e estar entre as três maiores empresas do nosso seguimento.

Fazendo uma avaliação geral deste momento tão importante, o que vem agora à sua mente?

Nesses 10 anos muita coisa aconteceu, algumas coisas ruins, mas muito mais coisas boas. Ser empreendedor não é fácil, mas é muito prazeroso. Pegar algo do zero e transformar em um negócio de 10 anos não é algo simples, mas é motivador. Ter perdas faz parte da nossa vida, mas os ganhos também são reais, e são esses ganhos que nos motivam a acordar todos os dias e não desistir. A dedicação nunca foi e nunca será em vão. Empreender é aprender todo dia um pouco mais de si, do seu negócio e das pessoas que fazem parte dele, pois sem elas nada é possível. É entender que nem sempre os ventos vão soprar de maneira favorável, mas saber que depois do vendável as coisas tendem a melhorar. Empreender é ter a convicção de que desistir não é uma opção, mas sim lutar e trabalhar. Que venham mais 10 anos!

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